Sabes-me a mistérios por desvendar,
a um chá no deserto,
ao aroma incerto do café...
Sabes-me a azul, a veludo,
sabes-me a paredes,
a candeeiros de pé.
Armários, peles de coelho,
texturas suaves.
Sabes a planícies verdes,
Sabes-me... sabes?
Sabes-me a proibido,
exótico, clandestido,
sabes-me a ciganas adivinhas,
a brincadeiras do destino.
Sabes-ma a sal a saliva,
a lábios de mel,
sabes-me a beijo a desejo,
sabes-me ao toque da pele,
sabes-me a loucura
a medo,
Sabes-me a furiosa ternura,
sabes-me a sangue
a virginal candura,
tens o aroma do segredo.
Sabes-me a praia a sol,
a florestas, a marfim,
Sabes-me a ti,
sabes-me a mim.
terça-feira, janeiro 05, 2010
quarta-feira, novembro 11, 2009
Esta noite, quando te deitares

Esta noite, quando te deitares
Deixa a janela aberta,
Para que o vento norte me transporte
E me faça entrar.
Esta noite, quando te deitares
Põe uma gota de perfume no umbigo,
E deixa que o sono te embale,
E diz baixinho o meu nome.
Esta noite, quando te deitares,
Deixa que o lençol revele as tuas coxas,
Pousa a mão no teu seio, sem receio
Enche a atmosfera de ti.
Esta noite, quando te deitares,
Se sentires que te desejo.
Que em teus lábios deposito um beijo
E que me deito mesmo a teu lado…
Não penses, guia-te só pelo que sentes,
Prende-me a língua entre os dentes,
Afaga-me os cabelos com os dedos
Constrói comigo novos segredos,
Entrelaça-te em mim,
E pertinho do fim acorda,
Deixa-me enamorado.
Porque o desejo morre,
Quando é saciado.
E tu és fonte eterna,
Doce magia a crescer,
E teu olhar é sede,
E o teu corpo é bom de beber.
Namoro é caça, é jogo,
Não tenhas pena de mim.
Sofro pelo que não tenho,
Morria se chegasse ao fim!
Alexandre
quarta-feira, julho 08, 2009
Perfumes secretos

Sou menino curioso espreitando os teus mistérios
Sou desvendador de segredos
Tenho gostos, tenho desejos e tenho medos.
Sou num instante insasiável amante
e no no instante seguinte desvaneço-me no ar.
Sou o cheiro das tuas coxas,
da saliva nos teus lábios
da nossa pele.
Colecciono perfumes secretos,
movimentos incertos,
e bebo no teu favo o mel.
terça-feira, junho 16, 2009
No teu corpo
Sou cartapácio de poemas por escrever
Nós artríticos e preguiçosos dos meus dedos
Sou segredos inconfessáveis de eunuco
O nada todo que preenche a vida
Sou electrizante confusão no vácuo
Massa que as leis já não dominam
Bosão artefacto que ensinam os doutores
E vivo ardendo sem oxigénio
Sem oficio, sem negócio, sem génio.
E provavelmente estou morto e não sei!
Sou as contas por fazer e a rotina
Palhaço jornaleiro que se vende
À hora que o minuto é diminuto
E não se dividem os cêntimos no meu valor.
Bebo nas fendas das rochas o mel supremo
Há néctar nas flores do meu desejo
Tenho lábios tenho dedos tenho sexo
Sobrelevo-me a mim
Divino verso de palavras sem nexo
Que te abrem como um beijo.
E se vivo todos os dias morto,
Vivo quando morro no teu corpo.
Nós artríticos e preguiçosos dos meus dedos
Sou segredos inconfessáveis de eunuco
O nada todo que preenche a vida
Sou electrizante confusão no vácuo
Massa que as leis já não dominam
Bosão artefacto que ensinam os doutores
E vivo ardendo sem oxigénio
Sem oficio, sem negócio, sem génio.
E provavelmente estou morto e não sei!
Sou as contas por fazer e a rotina
Palhaço jornaleiro que se vende
À hora que o minuto é diminuto
E não se dividem os cêntimos no meu valor.
Bebo nas fendas das rochas o mel supremo
Há néctar nas flores do meu desejo
Tenho lábios tenho dedos tenho sexo
Sobrelevo-me a mim
Divino verso de palavras sem nexo
Que te abrem como um beijo.
E se vivo todos os dias morto,
Vivo quando morro no teu corpo.
domingo, maio 24, 2009
A Noite não tem plural
Em segredo visito as areias da praia
Em que tu te estendes.
Em segredo te digo palavras de amor
Que só tu entendes.
Em segredo te grito o que trago no peito
E me trava a garganta.
Em segredo penteio entre os dedos cabelos
De oiro e de esperança.
No segredo da noite fui homem maduro
Lavrando em teu peito.
Fui menino brincando em recreios vadios
De um lar já desfeito.
Andei à deriva ansiando o teu sinal
Esta noite, não tem plural.
Nas bocas caladas plantámos um beijo
De fogo e ternura.
O sangue e saliva deram de beber
À nossa loucura.
E corri num abraço apertado e profundo
Para dentro de ti.
Num segundo fui rei, e no outro morri.
Esta noite, meu corpo se liberta
Num voo final.
Esta noite, não tem plural.
Em que tu te estendes.
Em segredo te digo palavras de amor
Que só tu entendes.
Em segredo te grito o que trago no peito
E me trava a garganta.
Em segredo penteio entre os dedos cabelos
De oiro e de esperança.
No segredo da noite fui homem maduro
Lavrando em teu peito.
Fui menino brincando em recreios vadios
De um lar já desfeito.
Andei à deriva ansiando o teu sinal
Esta noite, não tem plural.
Nas bocas caladas plantámos um beijo
De fogo e ternura.
O sangue e saliva deram de beber
À nossa loucura.
E corri num abraço apertado e profundo
Para dentro de ti.
Num segundo fui rei, e no outro morri.
Esta noite, meu corpo se liberta
Num voo final.
Esta noite, não tem plural.
segunda-feira, abril 27, 2009
Sabes-me
A tua boca soube-me a melância
E a sede urgente do meu desejo
Saciou-se no gosto desse beijo
A tua boca soube-me a canela
Naquele outro beijo dado a medo
Sabe-me a canela o teu segredo
A tua boca sabe-me a pimenta
Com a lingua entre os dentes de marfim
Melancia, canela e depois... sabe a mim!
segunda-feira, abril 20, 2009
A fronteira não é um risco
Apenas um olhar, uma palavra,
um silêncio demorado.
Um abraço que desce, enlaça,
mãos nas ancas pousadas.
Dedos curiosos atrevidos
os teus lábios explorando,
saliva, sal, língua,
desejo louco provando...
Teus lábios abrindo,
floresta em fogo,
sangue quente,
fervendo como lava!
Apagando fronteiras,
eliminando o risco,
criando horizonte
onde o limite estava.
Meu peito nas tuas costas,
teu seio na minha mão,
corpos fundidos no espaço,
sincronia de coração.
Dissolvo-me no teu fluir,
corrente a que não resisto...
Na loucura do sentir
a fronteira não é um risco!
um silêncio demorado.
Um abraço que desce, enlaça,
mãos nas ancas pousadas.
Dedos curiosos atrevidos
os teus lábios explorando,
saliva, sal, língua,
desejo louco provando...
Teus lábios abrindo,
floresta em fogo,
sangue quente,
fervendo como lava!
Apagando fronteiras,
eliminando o risco,
criando horizonte
onde o limite estava.
Meu peito nas tuas costas,
teu seio na minha mão,
corpos fundidos no espaço,
sincronia de coração.
Dissolvo-me no teu fluir,
corrente a que não resisto...
Na loucura do sentir
a fronteira não é um risco!
quinta-feira, abril 09, 2009
Ao teu sol
As tuas mãos são um verso
de um poema de amor
os teus olhos são lume
o teu seio fervor
o teu olhar infinito
o teu sorriso luminoso
a tua boca é um lago
onde me banho gostoso
teu corpo todo inteiro
um livro de poesia
que guarda lá bem no meio
um sol cheio de alegria
de um poema de amor
os teus olhos são lume
o teu seio fervor
o teu olhar infinito
o teu sorriso luminoso
a tua boca é um lago
onde me banho gostoso
teu corpo todo inteiro
um livro de poesia
que guarda lá bem no meio
um sol cheio de alegria
domingo, abril 05, 2009
Faz-me um desenho
Como era que tu dizias?
O risco o perigo tamanho?
mais que o beijo fugidio...
Faz-me lá o desenho!
Mais doce ainda que o beijo,
desafiante quase louco...
Por mais que faças desenhos
vai saber-me sempre a pouco!
O risco o perigo tamanho?
mais que o beijo fugidio...
Faz-me lá o desenho!
Mais doce ainda que o beijo,
desafiante quase louco...
Por mais que faças desenhos
vai saber-me sempre a pouco!
quinta-feira, abril 02, 2009
Aos solavancos (II)
Aos solavancos meu coração avança,
por caminhos que desejo percorrer
Aos solavancos, o mundo dança,
com o desejo que está entre nós... a arder!
As bocas, as línguas, os lábios
Os olhos, as mãos a pele
Em febris movimentos sábios
sulcando ondas de mel.
Perdemos-nos num beijo,
a Terra pára entretanto,
e dominados pelo desejo,
arrancamos mais um... solavanco.
O segredo, o terror, o medo,
são fortes mas não evitam,
dois corpos que aos solavancos,
contra a parede se agitam...
por caminhos que desejo percorrer
Aos solavancos, o mundo dança,
com o desejo que está entre nós... a arder!
As bocas, as línguas, os lábios
Os olhos, as mãos a pele
Em febris movimentos sábios
sulcando ondas de mel.
Perdemos-nos num beijo,
a Terra pára entretanto,
e dominados pelo desejo,
arrancamos mais um... solavanco.
O segredo, o terror, o medo,
são fortes mas não evitam,
dois corpos que aos solavancos,
contra a parede se agitam...
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