segunda-feira, abril 27, 2009

Sabes-me

A tua boca soube-me a melância
E a sede urgente do meu desejo
Saciou-se no gosto desse beijo

A tua boca soube-me a canela
Naquele outro beijo dado a medo
Sabe-me a canela o teu segredo

A tua boca sabe-me a pimenta
Com a lingua entre os dentes de marfim
Melancia, canela e depois... sabe a mim!

segunda-feira, abril 20, 2009

A fronteira não é um risco

Apenas um olhar, uma palavra,
um silêncio demorado.
Um abraço que desce, enlaça,
mãos nas ancas pousadas.
Dedos curiosos atrevidos
os teus lábios explorando,
saliva, sal, língua,
desejo louco provando...
Teus lábios abrindo,
floresta em fogo,
sangue quente,
fervendo como lava!
Apagando fronteiras,
eliminando o risco,
criando horizonte
onde o limite estava.

Meu peito nas tuas costas,
teu seio na minha mão,
corpos fundidos no espaço,
sincronia de coração.
Dissolvo-me no teu fluir,
corrente a que não resisto...
Na loucura do sentir
a fronteira não é um risco!

quinta-feira, abril 09, 2009

Ao teu sol

As tuas mãos são um verso
de um poema de amor
os teus olhos são lume
o teu seio fervor
o teu olhar infinito
o teu sorriso luminoso
a tua boca é um lago
onde me banho gostoso
teu corpo todo inteiro
um livro de poesia
que guarda lá bem no meio
um sol cheio de alegria

domingo, abril 05, 2009

Faz-me um desenho

Como era que tu dizias?

O risco o perigo tamanho?

mais que o beijo fugidio...

Faz-me lá o desenho!



Mais doce ainda que o beijo,

desafiante quase louco...

Por mais que faças desenhos

vai saber-me sempre a pouco!

quinta-feira, abril 02, 2009

Aos solavancos (II)

Aos solavancos meu coração avança,
por caminhos que desejo percorrer
Aos solavancos, o mundo dança,
com o desejo que está entre nós... a arder!

As bocas, as línguas, os lábios
Os olhos, as mãos a pele
Em febris movimentos sábios
sulcando ondas de mel.

Perdemos-nos num beijo,
a Terra pára entretanto,
e dominados pelo desejo,
arrancamos mais um... solavanco.

O segredo, o terror, o medo,
são fortes mas não evitam,
dois corpos que aos solavancos,
contra a parede se agitam...

terça-feira, março 31, 2009

Original of the species - U2



Baby slow down

The end is not as fun as the start

Please stay a child somewhere in your heart

I’ll give you everything you want

Except the things that you want

You are the first one of your kind

And you feel like no one before

You steal right under my door

I Kneel’ cause I want you some more

I want the lot of what you got

And I want nothing that you’re not

Everywhere you go you shout it

You don’t have to be shy about it

Some things you shouldn’t get to good at

Like smiling, crying and celebrity

Some people got way to much confidence

Come on, show your soul

You have been keeping your love under control

And you feel like no one before

You steel right under my door

I kneel’ cause I want you some more

I want you some more

quinta-feira, março 26, 2009

o tom que nos teus olhos me fascina

O tom que nos teus olhos me fascina
de luz difusa brilhante e alegre
cruza o meu olhar num instante breve
e nele vejo um riso de menina.

Não há céu mais azul nem mar mais verde
não há silêncio mais purificante.
Não há Sol que à beira mar se levante
que supere em beleza o ver-te.

Definir esse tom é impossível
tinha de inventar termo referente:
conceito entre o tangente e o intangível.

Com a cor da roupa fica diferente...
Pergunto a mim mesmo se é possível
que sem a roupa fique tranparente?

quarta-feira, março 25, 2009

Memórias de um beijo (Trovante)




Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular.
Quem disse
Que há hora e momento para se amar ?

Lembras-me uma enchente de maré,
Com uma calma matinal.
Quem foi, quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal.

As memórias são como livros escondidos no pó,
As lembranças são os sorrisos que queremos rever devagar.

Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo ou espaço
Que é indiferente pra poder sonhar.

As memórias são como livros escondidos no pó,
As lembranças são os sorrisos que queremos rever devagar.

Quem foi que provocou vontades e atiçou as tempestades e Amarrou o barco ao cais ?
Quem foi que matou o desejo e arrancou um lábio ao beijo e amainou os vendavais ?

As memórias são como livros escondidos no pó,
As lembranças são os sorrisos que queremos rever devagar.

Não te quero nua



Não te quero nua,
mas adoro ver-te despir.

sexta-feira, março 13, 2009

Atiça-me!

Ah... diz-me mil vezes que não
e depois de mansinho
põe a tua na minha mão.

Fala-me do tempo da chuva
da neve fria, do El Niño,
e dá-me de repente o mais doce beijinho.

Conta-me o que tens vestido,
oculta-me os teus segredos...
e depois, devagarinho, vai vencendo os teus medos.

Deixa-me dizer-te ao ouvido
versos de amor eterno,
e faz de mim a fogueira que atiças no frio Inverno!